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Imagens exibidas pelo Cidade Alerta revelam troca de tiros por engano entre PMs e agentes do Bope

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 30 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Flagrantes registrados por circuito de segurança no dia 19 de fevereiro de 2024 revelam troca de tiros entre policiais militares e agentes do Bope durante operação no Rio de Janeiro


   — Imagens/Reprodução CidadeAlertaRecord: Troca de tiros entre PMs e agentes do BOPE.

Adauto Jornalismo Policial*


Operações policiais no Rio de Janeiro acumulam, erros, fracassos e ilegalidades


Nas primeiras semanas de fevereiro de 2024, o Rio de Janeiro vivenciava uma escalada na tensão entre facções criminosas, principalmente nas zonas Norte e Oeste da capital. Com o aumento de confrontos armados e denúncias de comunidades sob domínio de grupos paramilitares, as forças de segurança intensificaram operações em áreas consideradas de risco.


Essa mobilização envolveu diversos batalhões da Polícia Militar, incluindo o Bope, em ações simultâneas para desarticular redes criminosas e retomar o controle territorial. Foi nesse cenário que, no dia 19 de fevereiro, durante uma dessas operações, câmeras flagraram a troca de tiros por engano entre policiais militares e agentes do Bope, evidenciando os riscos e desafios da atuação em regiões conflituosas


Imagens captadas por um circuito de segurança no dia 19 de fevereiro de 2024 flagraram um confronto por engano entre policiais militares e agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) durante uma operação no Rio de Janeiro.


Os registros mostram a troca de tiros entre os dois grupos, que ocorreu instantes após a passagem de oito criminosos armados pelo local.


De acordo com fontes da segurança pública, o conflito aconteceu em uma rua na zona urbana onde estavam posicionados dois policiais militares.


Poucos minutos antes do início dos disparos, os criminosos passaram correndo pelo trecho, levantando suspeitas e tensão entre as forças envolvidas. Durante a operação, catorze suspeitos foram presos.


A troca de tiros entre os PMs e os agentes do Bope foi motivada por uma falha de comunicação. Após cessarem os disparos, os agentes especiais se dirigiram até os dois policiais posicionados na parte alta da via para esclarecer o ocorrido.


As imagens mostram os momentos de conversa entre os envolvidos, logo após o encerramento do confronto.


Apesar da intensidade dos disparos, nenhuma pessoa ficou ferida. O caso reforça debates sobre os desafios da integração entre as diferentes unidades de segurança que atuam no estado e sobre os riscos de incidentes em operações conjuntas.


A Secretaria de Segurança Pública informou que apura as circunstâncias do episódio e destacou que medidas serão tomadas para evitar ocorrências semelhantes no futuro.


Contexto da atuação danosa com falhas e ilegalidades nas operacionais policiais do Rio de Janeiro


Fevereiro de 2024 foi marcado por uma série de operações policiais no Rio de Janeiro que expuseram falhas graves na condução das ações de segurança pública.


Segundo levantamento da organização Redes da Maré, apenas no Complexo da Maré ocorreram 42 operações policiais ao longo do ano, resultando em 20 mortes, muitas delas com indícios de execução extrajudicial.


Em apenas 26 dessas operações, houve uso de câmeras corporais, e em 17 delas, poucos agentes estavam devidamente equipados. Além disso, 93 residências foram invadidas sem mandado judicial, com relatos de violência física, tortura e subtração de pertences.


Um estudo da Universidade Federal Fluminense apontou que apenas 1,4% das operações policiais realizadas entre 2007 e 2024 foram consideradas eficientes, revelando uma profunda disfuncionalidade na estratégia de segurança pública do estado.


A operação de 8 de fevereiro, por exemplo, gerou pânico em diversas favelas da Maré, com tiroteios intensos, fechamento de escolas e unidades de saúde, e denúncias de abusos por parte dos agentes.


Esses dados reforçam a necessidade urgente de revisão nos protocolos operacionais e maior controle externo sobre as ações policiais em áreas vulneráveis.


* Com recursos de Inteligência Artificial


   

REFERÊNCIAS:



 
 
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