INVOCAÇÃO DO MAL — Teorias conspiratórias nutrem religiosidade atualmente, diz teólogo
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 8 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 9 de set. de 2025

Adauto Jornalismo Policial*
A fusão entre identidade religiosa e política tem levado a um fenômeno preocupante: o surgimento da "conspiritualidade", termo que descreve um sentimento religioso nutrido por teorias conspiratórias, de acordo com o pastor, teólogo e sociólogo Valdinei Ferreira, professor da Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), durante participação no programa 'WW Especial', da CNN, que debateu o peso da religião na política brasileira.
Segundo Ferreira, esta tendência tem contribuído para o aumento da polarização e da intolerância entre grupos ideológicos diferentes. Ele destaca que a identidade religiosa foi "sequestrada" pela identidade política, transformando divergências ideológicas em conflitos que beiram o sectarismo religioso. Como resultado, grupos que pensam diferentemente passaram a se enxergar como inimigos, abandonando valores fundamentais como amor ao próximo e aceitação das diferenças.
"Aquelas virtudes cristãs que são essenciais para a criação da comunidade — comunidade no sentido de comunidade política, de nação — acabam sucumbindo ao tribalismo. O meu Deus vira o opositor do seu Deus, da minha religião, da sua religião, da sua fé. A gente não consegue mais ter uma discussão civilizada de ideias de campos políticos diferentes. Virou uma guerra em que você precisa aniquilar o outro", afirma.
Histórico e paralelos
Ferreira traça um paralelo histórico sobre a Reforma Protestante de 1517, que marcou a separação entre Igreja e Estado. O teólogo menciona que, assim como a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg foi crucial para a disseminação das ideias de Martinho Lutero (1483-1546), hoje as redes sociais exercem papel semelhante na propagação de teorias conspiratórias.
O fenômeno atual, segundo o teólogo, assemelha-se à caça às bruxas do século XVI, em que o diferente era demonizado e perseguido. "Na conspiritualidade moderna, aquele que pensa diferente é visto como uma ameaça a ser eliminada, substituindo virtudes cristãs como generosidade e doação por sentimentos de ódio e intolerância", explica.
Ferreira também critica o uso de títulos religiosos em campanhas políticas, como "pastor" ou "apóstolo", argumentando que esta prática contribui para a fusão problemática entre religião e política. Esta mistura, segundo ele, tem consequências negativas para o debate público e para a própria essência da fé.
"Meu desejo é levantar a crítica do que depois se tornaria uma realidade muito clara, que é a conversão ou a fusão entre a identidade religiosa e a identidade política, ou a identidade política se assenhorando da identidade religiosa", conclui.
Conhecendo a IPIB para analisarmos com mais precisão suas posições aqui mostradas
A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB) tem uma postura mais aberta em relação à diversidade do que outras denominações presbiterianas, como a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), que é conhecida por sua posição conservadora sobre temas como a homossexualidade.
Embora não haja um documento público oficial da IPIB que trate especificamente da ordenação de pessoas homossexuais, a IPIB historicamente se posiciona como uma igreja mais progressista dentro do espectro presbiteriano brasileiro. Ela valoriza o diálogo com a sociedade, a justiça social e os direitos humanos, o que tem levado muitos a considerá-la mais receptiva à inclusão de pessoas LGBTQIA+ em sua comunidade.
No entanto, a aceitação plena de pastores ou presbíteros abertamente homossexuais pode variar de acordo com a liderança local, o sínodo ou a interpretação teológica de cada comunidade. Em outras palavras, não há uma regra única e explícita que permita ou proíba, mas sim uma abertura para o debate e discernimento pastoral.
Por estes motivos apresentados sobre o liberalismo sexual é que para nós a IPIB não se enquadra em nossa visão de igreja evangélica e sim em uma seita que mistura conceitos cristãos e pagãos.
O teólogo em questão é polêmico e já se envolveu eu diversos episódios que geram conflitos entre os cristãos menos avisados e já escreveu artigos contrários aos princípios da sã doutrina.
Eis aqui algumas reportagens sobre o teólogo:
Ferreira traça um paralelo histórico sobre a Reforma Protestante de 1517, que marcou a separação entre Igreja e Estado. O teólogo menciona que, assim como a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg foi crucial para a disseminação das ideias de Martinho Lutero (1483-1546), hoje as redes sociais exercem papel semelhante na propagação de teorias conspiratórias.
SERVIÇO:
WW Especial
Apresentado por William Waack, programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.
* With AI Copilot support provided by Microsoft
REFERÊNCIAS:



