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Irã, Estados Unidos e o Brasil — A Nova Era da Dissuasão Nuclear

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura
— Imagem/Reprodução: IRÃ DESAFIA TRUMP E ACELERA PROGRAMA NUCLEAR!

O Irã reafirmou que continuará desenvolvendo suas armas estratégicas e não abrirá mão do direito de enriquecer urânio, mesmo diante das pressões dos Estados Unidos.


Em discurso a diplomatas em Teerã, o chanceler declarou que o país não tem intenção de construir armas nucleares, mas que sua “bomba atômica” é o poder de dizer não às grandes potências. A fala ocorreu logo após uma rodada de conversas indiretas com os Estados Unidos em Omã, mediadas por autoridades locais, descritas como positivas, mas limitadas.


Washington exige um acordo mais amplo, incluindo restrições severas ao programa nuclear, redução drástica do alcance dos mísseis iranianos, fim do apoio a grupos armados e maior transparência interna. O Irã, por sua vez, insiste em tratar apenas do tema nuclear, rejeitando qualquer interferência adicional. Analistas apontam que, embora o país negue ambições bélicas, já enriquece urânio em níveis próximos ao militar e possui mísseis capazes de transportar ogivas nucleares, configurando uma capacidade latente de dissuasão contra ataques preventivos.


Paralelamente às negociações, o Irã demonstra força militar, posicionando mísseis de longo alcance em bases subterrâneas e acelerando a reconstrução de fábricas. Há relatos de que o país teria alcançado capacidade de produzir centenas de mísseis de cruzeiro por mês, além de dominar a fabricação em escala industrial de drones kamikaze, exportados para aliados como a Rússia. O fim do tratado New START entre Estados Unidos e Rússia, em fevereiro de 2026, agravou o cenário, pois removeu limites sobre arsenais nucleares e abriu espaço para que países como Irã e Coreia do Norte questionem o regime global de não proliferação.


Nesse contexto, o Brasil acompanha com cautela. O governo defende o uso pacífico da energia nuclear, apoia negociações multilaterais e critica sanções unilaterais. Embora não participe diretamente das conversas, setores internos alertam para a necessidade de considerar, em um cenário extremo, o desenvolvimento de capacidade nuclear como instrumento de dissuasão estratégica. Argumenta-se que, diante da importância global da Amazônia, da biodiversidade e das reservas de água doce, o país poderia se tornar alvo de pressões internacionais. Assim, mesmo sem intenção ofensiva, haveria quem defendesse a criação de um arsenal mínimo para garantir soberania e proteção contra retaliações.


As negociações entre Irã e Estados Unidos ainda estão em estágio inicial, com alta desconfiança mútua. Um acordo limitado, congelando o enriquecimento em troca de alívio parcial de sanções, é visto como possível, mas um pacto abrangente parece distante. O risco de escalada permanece elevado, em um mundo onde antigas regras de não proliferação perdem força e novas potências reavaliam suas opções de segurança.


 
 
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