Nova Estratégia Geopolítica dos EUA na América Latina com Operações de Selva e Cerco aos Guerrilheiros
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com @canalmilitarizandoomundo
O exército realizou uma grande operação contra uma base guerrilheira na selva e eliminou pelo menos sete combatentes. Os Estados Unidos poderão enviar Nicolás Maduro para a Argentina, onde enfrentará um julgamento por crimes contra a humanidade.
Em uma operação militar de alta precisão realizada nas últimas horas nas selvas densas da fronteira tripla entre Colômbia e Venezuela, forças armadas atacaram um acampamento guerrilheiro, eliminando sete integrantes, capturando um deles vivo e apreendendo grande quantidade de armamento pesado, munições, drones armados, explosivos improvisados e granadas adaptadas para uso aéreo.
As tropas responsáveis foram do exército da Colômbia, que lançou o ataque contra integrantes do Exército de Libertação Nacional e dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, na região de Catatumbo, departamento de Norte de Santander, exatamente na linha divisória com a Venezuela.
A ação contou com apoio aéreo da Força Aérea e da Polícia Nacional e ocorreu apenas um dia depois da reunião entre o presidente colombiano Gustavo Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Nesse encontro histórico, os dois líderes acertaram uma parceria reforçada no combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais, com foco direto nos chefes mais procurados da região. O resultado imediato foi essa operação relâmpago, que demonstra o novo nível de coordenação entre Bogotá e Washington.
No mês anterior, em janeiro de 2020, o exército da Colômbia já havia entrado em confronto direto com grupos dissidentes das antigas FARC, em ações que deixaram pelo menos 27 mortos em combates intensos na Amazônia colombiana e regiões próximas.
Esses choques ocorreram em meio ao vácuo de poder criado pela queda de Nicolás Maduro e sinalizaram o início de uma nova onda de instabilidade na fronteira.
O triângulo fronteiriço Colômbia–Venezuela–Brasil vive neste momento um dos períodos mais voláteis e perigosos das últimas décadas. A região de Catatumbo e do Amazonas é historicamente disputada por guerrilhas, cartéis de drogas, grupos paramilitares e organizações criminosas transnacionais.
om a queda de Maduro e sua captura pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, muitos líderes do ELN e dissidentes das FARC, que usavam o território venezuelano como santuário seguro, começaram a se deslocar de volta para a Colômbia, gerando aumento dramático nos confrontos, deslocamentos forçados de população e risco real de contaminação da fronteira brasileira. Do lado brasileiro, o exército está em alerta total.
As forças armadas, a Polícia Federal e os órgãos de inteligência acompanham com preocupação máxima o possível influxo de guerrilheiros, o aumento do tráfico de cocaína e armas, e até a infiltração de facções como o Tren de Aragua.
Esses grupos, de ideologia comunista de esquerda, declararam-se dispostos a atuar como resistência contra a ordem americana na América do Sul, ameaçando entrar em qualquer país da região para enfrentar governos aliados aos Estados Unidos.
Milhares de famílias indígenas e ribeirinhas já fugiram dos combates recentes, e o temor de uma escalada maior domina toda a região amazônica.
Enquanto os tiros ainda ecoam na selva de Catatumbo, outro golpe jurídico de grande impacto é desferido contra o regime venezuelano deposto.
Nesta quarta-feira, a justiça da Argentina formalizou um pedido oficial de extradição aos Estados Unidos do ex-ditador Nicolás Maduro, para que seja julgado em Buenos Aires por crimes contra a humanidade.
Maduro foi capturado em 3 de janeiro de 2020 em uma operação militar ousada e de altíssimo risco executada pela Delta Force, unidade de forças especiais do exército dos Estados Unidos.
A ação foi precedida de ataques cibernéticos que deixaram Caracas no escuro, bombardeios seletivos para neutralizar defesas antiaéreas e uso de tecnologia avançada de supressão de comunicações.
Em menos de meia hora, o ex-ditador foi retirado do local, algemado, vendado e transferido para os Estados Unidos, onde responde por narcoterrorismo, tráfico de drogas e conspiração em um tribunal de Nova York.
Agora, o juiz federal argentino Sebastián Ramos, invocando o princípio da jurisdição universal, solicitou formalmente a extradição de Maduro.
As acusações incluem plano sistemático de repressão política desde 2014, com torturas, desaparecimentos forçados, homicídios extrajudiciais e perseguição contra opositores e civis.
Argentina já utilizou o mesmo princípio em casos contra militares de Myanmar e contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
Esses dois acontecimentos — a operação colombiana na fronteira tripla e o pedido argentino de extradição de Maduro — revelam com clareza a estratégia dos Estados Unidos para reestruturar o mapa de poder na América Latina após a captura do ex-ditador venezuelano.
Ao incentivar e apoiar ações militares de impacto contra o ELN, Washington demonstra que está disposto a usar aliados regionais para eliminar ameaças que antes contavam com proteção venezuelana.
Ao mesmo tempo, ao manter Maduro sob custódia e abrir caminho para pedidos judiciais de países como a Argentina, os Estados Unidos transformam o ex-ditador em peça central de um cerco jurídico e político que pode se estender por anos.
É a doutrina prática de intervenção seletiva, apoio a governos alinhados, uso estratégico do direito internacional como arma e consolidação de influência sem necessidade de ocupação prolongada com tropas americanas em solo.
O recado para Caracas, Bogotá, Brasília e toda a região é inequívoco: a era de tolerância com ditaduras, guerrilhas e narcotráfico ligados ao chavismo chegou ao fim sob coordenação direta dos Estados Unidos.
Os grupos de esquerda comunista que ainda resistem agora enfrentam um novo cenário: ou se rendem, ou se transformam em ameaça transnacional capaz de incendiar toda a América do Sul.



