OPINIÃO — Banda cristã é acusada de citar entidades umbandistas e é detonada por evangélicos
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
São iniciativas como a do Coletivo Candiero que causam uma verdadeira ruptura no já difícil e conturbado processo de evangelização das massas no Brasil.
A Bíblia nos alerta que nos últimos tempos surgiriam movimentos que tentariam deturpar a sã doutrina — e é exatamente isso que estamos presenciando.
A banda, que se autointitula cristã, parece mais preocupada em agradar tendências culturais do que em preservar a integridade do Evangelho. Ao lançar uma música chamada “Auê (A Fé Ganhou)” e incluir nomes como “Zé” e “Maria”, o grupo abriu espaço para interpretações ambíguas e perigosas.
Não se trata de censurar nomes comuns — trata-se de discernir o contexto espiritual e simbólico em que são usados.
A resposta da banda, dizendo que os nomes foram inspirados nos pais dos compositores, soa como uma justificativa rasa diante da estética e dos elementos visuais que remetem claramente a práticas religiosas não cristãs.
Brincos exagerados, colares semelhantes a guias, fitas que evocam sincretismo — tudo isso está presente e não pode ser ignorado.
Quando a música abandona a doutrina: um repúdio necessário
A cultura pode ser uma ferramenta de evangelização, sim — mas quando ela se sobrepõe à Palavra, deixa de ser instrumento e passa a ser obstáculo.
O Evangelho não precisa de “Auê”, de axé disfarçado, nem de referências dúbias. Precisa de clareza, santidade e compromisso com a verdade.
Repudio não apenas essa banda, mas também todos que a defendem e tentam relativizar os fundamentos da fé. A adoração não é entretenimento, não é performance, não é mistura.
É entrega, reverência e obediência à Palavra.
Enquanto músicos se basearem em tribos, etnias e tendências para compor louvores, em vez de se fundamentarem na Escritura, o que teremos será apenas música — não adoração.
E como cristãos, não podemos nos calar diante disso.


