Percepções de Autoritarismo: Comparações entre STF, Polícia Federal e modelos estrangeiros
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 22 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Adauto Jornalismo Policial*
Nos últimos anos, parte da população brasileira tem manifestado críticas contundentes ao funcionamento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF), especialmente em casos envolvendo figuras políticas de destaque.
A repercussão de decisões judiciais e operações policiais tem gerado comparações com estruturas de poder de regimes autoritários, como os tribunais venezuelanos e a polícia política da Alemanha nazista.
Segundo matéria publicada pelo STF, diversos pedidos de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro foram remetidos a outras instâncias judiciais após o fim de seu mandato, em conformidade com o entendimento de que o foro privilegiado não se aplica a ex-autoridades.
Entre os casos estão acusações relacionadas a atos antidemocráticos, declarações consideradas racistas e supostos crimes contra a honra de adversários políticos.
Em paralelo, análises divulgadas por veículos como o MSN apontam que aliados do ex-presidente têm criticado o que chamam de “vazamentos seletivos” por parte da Polícia Federal, sugerindo que há direcionamento político nas ações da corporação.
Essas críticas alimentam uma narrativa que associa a PF a práticas de perseguição, semelhantes às da Gestapo — a polícia secreta do regime nazista, conhecida por sua atuação repressiva contra opositores.
A comparação com os tribunais venezuelanos também emerge em discursos que classificam o STF como um “tribunal de exceção”. Essa expressão é usada para descrever cortes que, segundo os críticos, atuam fora dos limites constitucionais, com decisões que extrapolam o papel de guardiãs da lei e passam a interferir diretamente no cenário político.
Especialistas em direito constitucional e ciência política alertam que tais comparações, embora expressivas no debate público, devem ser analisadas com cautela.
O funcionamento das instituições brasileiras está formalmente amparado pela Constituição de 1988, e decisões judiciais podem ser contestadas por meio de recursos legais.
No entanto, o crescimento da desconfiança institucional revela um cenário de polarização e desgaste na relação entre Estado e sociedade.
* Com suporte de IA Copilot fornecido pelo Microsoft
REFERÊNCIAS:



