Pressão internacional põe em xeque soberania brasileira sobre COP30 em Belém
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 1 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Adauto Jornalismo Policial*
COP30 em Belém: Um fiasco logístico anunciado pelo governo Lula

O governo Lula, tão rápido em se gabar pela escolha simbólica da Amazônia como sede da COP30, agora tropeça na dura realidade que ignora há meses: Belém não está preparada.
E quem diz isso não são seus opositores internos, mas representantes de 25 países que tiveram a ousadia de apontar aquilo que o Palácio do Planalto insiste em maquiar — a conferência corre o risco de virar um fracasso constrangedor.
Os alertas são claros: hospedagens inflacionadas a níveis impraticáveis, transporte caótico e segurança insuficiente. Participar do evento está mais próximo de uma expedição arriscada do que de um fórum climático internacional.
E o que o governo faz? Promete soluções improvisadas dignas de manual de emergência — navios-cruzeiro, Minha Casa Minha Vida, Airbnb e até escolas públicas como hospedagem alternativa. Um festival de improviso disfarçado de plano logístico.
A carta enviada à UNFCCC expõe o vexame com todas as letras. Delegações inteiras, inclusive do Grupo de Negociadores Africanos e dos Países Menos Desenvolvidos, não têm sequer clareza sobre como estarão presentes no evento que começa em menos de 100 dias. Uma COP da exclusão e da incerteza.
Ironicamente, o Brasil clama por protagonismo climático enquanto empurra a sociedade civil para os bastidores da conferência, sugerindo até o compartilhamento de quartos para cortar custos. Inacreditável.
COP30 em Belém: Um fiasco logístico anunciado pelo governo Lula

Enquanto o presidente da COP30 reconhece que os hotéis estão provocando uma “crise”, parece esquecer que essa crise só existe porque o governo jogou Belém no centro do tabuleiro sem sequer conferir se havia peças suficientes para sustentar o jogo. A plataforma emergencial de hospedagem, com preços que beiram os US$ 200 por diária, prova que a conferência segue sendo um privilégio para poucos — os poucos que sobreviverem às tarifas e à logística.
O governo tem até 11 de agosto para apresentar respostas concretas. Se seguir no ritmo atual, a COP30 corre o risco de entrar para a história não por suas conquistas climáticas, mas como o capítulo mais desorganizado da diplomacia ambiental global.
Se o Brasil queria ser vitrine, está muito perto de se tornar exemplo do que não fazer.
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


