RACISMO NA CASA DO POVO? Codeputada do Movimento Pretas denuncia abordagem humilhante de GCMs dentro da Câmara Municipal de SP
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 7 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Adauto Jornalismo Policial*
Um episódio revoltante sacudiu os corredores da Câmara Municipal de São Paulo nesta segunda-feira (4). A codeputada Ana Laura, do Movimento Pretas, afirma ter sido vítima de uma abordagem racista por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) — dentro da própria sede do legislativo paulistano, onde deveria estar protegida por sua função parlamentar.
Segundo o relato, Ana Laura havia saído brevemente para fumar e, ao retornar, foi interceptada por guardas que exigiram que ela passasse novamente pelo detector de metais — mesmo já estando identificada e sem portar nenhum objeto novo.
“Eu estava apenas com o celular e o cigarro na mão. O guarda já tinha me olhado com uma cara torta, falado comigo de uma forma grosseira, que eu não gostei”, relatou a codeputada, visivelmente abalada.
O constrangimento não parou por aí. Ela foi seguida até o gabinete, teve a entrada no elevador bloqueada e só viu a abordagem mudar quando uma mulher branca interveio. “Se eu fosse branca, isso teria acontecido? Não”, disparou Ana Laura, em um desabafo que escancarou o racismo institucional ainda presente nas estruturas de poder.
A Câmara Municipal alegou que a exigência de passar novamente pelo detector está prevista em ato oficial, mas a codeputada contesta: “Já frequentei esse lugar diversas vezes e nunca fui tratada assim. Esse protocolo começou agora? Ou começou só pra mim?”
A denúncia reacende o debate sobre o racismo estrutural dentro das instituições públicas e levanta uma pergunta incômoda: até quando mulheres negras serão tratadas como suspeitas, mesmo quando ocupam espaços de poder?
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


