Receita revela esquema que fez o PCC lavar bilhões com boatos e fake news sobre o PIX
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 2 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Investigação Revela: Fake News sobre Pix Teriam Blindado Esquema Bilionário do PCC
Uma cortina de fumaça digital pode ter sido o escudo perfeito para uma das maiores operações de lavagem de dinheiro já identificadas no Brasil.
Segundo a Receita Federal, uma série de fake news sobre uma suposta taxação do Pix teria contribuído diretamente para a blindagem de um esquema criminoso operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões por meio de fintechs e empresas de fachada.
Desinformação como Estratégia
A subsecretária de fiscalização da Receita, Andrea Costa Chaves, revelou que a avalanche de boatos sobre taxações no Pix levou à revogação de normas que permitiriam maior controle sobre transações financeiras.
Com isso, mais de 200 fintechs escaparam da malha fiscal, criando um terreno fértil para operações ilícitas.
“A revogação das normas foi um retrocesso. Sem elas, perdemos a capacidade de rastrear movimentações suspeitas com eficiência”, afirmou Chaves.
A proposta original previa que transações acima de R$ 5 mil (pessoas físicas) e R$ 15 mil (empresas) fossem notificadas automaticamente à Receita.
O mecanismo teria sido crucial para identificar padrões de lavagem de dinheiro.
O Mecanismo do Esquema
Batizada de Carbono Oculto, a operação mobilizou 1.400 agentes em oito estados. O alvo: uma rede sofisticada de empresas digitais que serviam como elo entre o dinheiro sujo e os cofres da facção.
Postos de combustíveis e redes comerciais controladas pelo PCC eram usados como ponto de partida para os recursos, que eram então pulverizados por fintechs e outras instituições financeiras digitais.
“Sem o monitoramento sistemático, o esquema operava com baixa chance de detecção”, concluiu a Receita.
Dinheiro em Movimento
O rastro do dinheiro revelava múltiplas camadas de transações, dificultando o rastreamento.
A ausência de obrigações de reporte por parte das fintechs permitiu que os valores circulassem livremente, mascarados por operações legítimas.
Reação do Governo
Diante da gravidade, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou o retorno da exigência de reportes regulares por parte das fintechs.
A medida busca acelerar a identificação de operações suspeitas e fortalecer o combate ao crime financeiro.
Conclusão: Fake News como Ferramenta do Crime
A Receita Federal alerta: a disseminação de desinformação sobre o Pix não foi apenas um ruído digital — foi um facilitador involuntário de um esquema bilionário.
Em um cenário onde o crime organizado se adapta rapidamente às novas tecnologias, o controle sobre transações financeiras se torna uma arma essencial do Estado.
* Com suporte de IA Copilot fornecido pelo Microsoft
REFERÊNCIAS:



