Suspeito de matar as três mulheres na Praia do Sul em Ilhéus foi capturado pela Polícia Civil
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 26 de ago. de 2025
- 10 min de leitura

Adauto Jornalismo Policial*
Triplo homicídio em Ilhéus: o que se sabe e o que se pode supor
O assassinato brutal de três mulheres na Praia dos Milionários, em Ilhéus, continua a chocar a Bahia e levantar diversas perguntas sobre as motivações, circunstâncias e possíveis desdobramentos do caso.
Thierry Lima da Silva, de 23 anos, confessou o crime durante audiência de custódia após ser preso por tráfico de drogas. Segundo ele, agiu sob efeito de entorpecentes e teria matado as vítimas ao tentar roubá-las, levando apenas R$ 30.
Contradições e lacunas no depoimento
Apesar da confissão, a Polícia Civil aponta que Thierry entrou em contradição em alguns trechos do interrogatório. Isso abre espaço para algumas hipóteses:
Possível envolvimento de terceiros: A polícia não descarta que outras pessoas possam ter participado do crime. Quatro indivíduos foram interrogados e passaram por exames periciais. A coleta de material genético sugere que há indícios que podem ligar outros suspeitos à cena do crime.
Conflito interpessoal anterior: Thierry também confessou ter matado seu companheiro dias antes, o que levanta a possibilidade de um padrão de comportamento violento ou descontrole emocional agravado pelo uso de drogas.
Motivação além do roubo: Embora o roubo de R$ 30 tenha sido apontado como o gatilho, a brutalidade do ataque — com uso de faca e múltiplas vítimas — pode indicar uma reação desproporcional, talvez influenciada por paranoia, alucinação ou raiva acumulada.
Perfil psicológico e social
Thierry vivia em situação de rua, era usuário de drogas e já tinha histórico de crimes como furto, ameaça e violência doméstica. Isso sugere um perfil de alta vulnerabilidade social e possível transtorno mental não diagnosticado.
Algumas conjecturas:
Surto psicótico induzido por drogas: O uso de substâncias pode ter desencadeado um estado de delírio ou agressividade extrema.
Desespero econômico: A tentativa de roubo pode ter sido motivada por fome, necessidade de comprar drogas ou simplesmente desespero.
Busca de notoriedade ou redenção: A confissão espontânea, feita após prisão por outro crime, pode indicar um desejo de aliviar a culpa ou chamar atenção para sua própria condição.
Elementos ainda em investigação
Análise de câmeras de segurança da região pode revelar se Thierry estava realmente sozinho ou se houve movimentação suspeita de outras pessoas no local.
Laudos periciais como necropsia, confronto de digitais e exames de lesões corporais devem esclarecer a dinâmica do crime e confirmar ou refutar a versão apresentada pelo suspeito.
O cachorro das vítimas, encontrado vivo e amarrado, pode ter sido poupado por Thierry, o que contradiz a frieza do ato e levanta dúvidas sobre sua motivação real.
Esse caso é um retrato doloroso da interseção entre vulnerabilidade social, dependência química e violência urbana. A investigação ainda está em curso, e novas revelações podem mudar completamente o entendimento atual.
Montamos aqui uma linha do tempo dos eventos conhecidos

Vamos organizar os principais acontecimentos em uma linha do tempo clara e cronológica para entender melhor o desenrolar do caso do triplo homicídio na Praia dos Milionários, em Ilhéus.
Aqui está uma reconstrução com base nas informações disponíveis até agora:
Linha do Tempo: Triplo Homicídio em Ilhéus
15 de agosto de 2025 — Dia do crime
Três mulheres são brutalmente assassinadas na Praia dos Milionários, em Ilhéus.
A cena do crime indica uso de arma branca (faca), e o cachorro das vítimas é encontrado amarrado, mas vivo.
A polícia inicia as investigações, mas não há prisões imediatas.
16 a 24 de agosto — Investigação preliminar
A Polícia Civil começa a traçar o perfil do possível autor: andarilho, usuário de drogas, com histórico de furtos e violência.
Thierry Lima da Silva, 23 anos, passa a ser investigado como suspeito.
Buscas são realizadas na região, e testemunhas são ouvidas.
25 de agosto — Prisão por tráfico e confissão
Thierry é preso por tráfico de drogas em outra ocorrência.
Durante audiência de custódia, ele confessa espontaneamente o triplo homicídio.
Alega ter agido sob efeito de drogas e que o crime foi motivado por tentativa de roubo de R$ 30.
Diz ter agido sozinho e que enterrou a faca usada perto do local.
26 de agosto — Prisão preventiva e novas diligências
A prisão em flagrante é convertida em preventiva.
A polícia aponta contradições no depoimento de Thierry, sugerindo que a investigação ainda está em curso.
Novas buscas são realizadas para confirmar se ele agiu sozinho ou se há outros envolvidos.
Psicologia Forense
Vamos montar um perfil psicológico e social preliminar de Thierry Lima da Silva com base nas informações disponíveis e em padrões observados em casos semelhantes. Isso não é um diagnóstico, mas uma análise especulativa que pode ajudar a entender melhor os fatores que podem ter influenciado o crime.
Perfil Psicológico e Social de Thierry Lima da Silva
1. Situação de vulnerabilidade extrema
Morador de rua: A falta de moradia estável indica exclusão social, ausência de rede de apoio e exposição constante à violência.
Dependência química: O uso de drogas pode ter afetado sua capacidade de julgamento, controle emocional e impulsividade.
Histórico criminal: Envolvimento com furtos, tráfico e violência doméstica sugere um padrão de comportamento antissocial.
Conjectura: Thierry pode ter desenvolvido mecanismos de sobrevivência agressivos, com baixa empatia e alta reatividade diante de ameaças ou frustrações.
2. Possível transtorno de personalidade ou psicopatologia
Impulsividade e agressividade: O ataque violento, aparentemente desproporcional ao valor roubado (R$ 30), pode indicar descontrole emocional ou um surto psicótico.
Ausência de remorso imediato: A confissão só veio após prisão por outro crime, o que pode sugerir racionalização ou dissociação emocional.
Isolamento social: A falta de vínculos afetivos estáveis pode ter contribuído para uma visão distorcida das relações humanas.
Conjectura: Pode haver traços de transtorno de personalidade antissocial ou borderline, agravados por uso de substâncias psicoativas.
3. Dinâmica do crime
Ação solitária (segundo ele): Thierry afirma ter agido sozinho, mas há contradições no depoimento.
Enterro da arma: Esconder a faca pode indicar consciência da gravidade do ato, o que contraria a hipótese de surto completo.
Reação às vítimas: Ele relata que tentou roubar uma mulher e reagiu violentamente quando as outras intervieram.
Conjectura: O crime pode ter sido impulsivo, mas com elementos de premeditação ou tentativa de ocultação.
4. Possível motivação simbólica ou emocional
Assassinato anterior do companheiro: Thierry também confessou ter matado seu parceiro dias antes, o que pode indicar um ciclo de violência crescente.
Padrão de vítimas femininas: A escolha das vítimas pode ter relação com traumas pessoais, misoginia ou sensação de ameaça.
Conjectura: O crime pode ter sido catalisado por uma combinação de raiva reprimida, sensação de abandono e desespero.

Adauto Jornalismo Policial*
Vamos montar um mapa mental dos possíveis desdobramentos da investigação sobre o triplo homicídio em Ilhéus. Isso ajuda a visualizar os caminhos que a Polícia Civil pode seguir, os elementos pendentes e os cenários que podem se desenrolar a partir das evidências e contradições já identificadas.
Mapa Mental: Desdobramentos da Investigação
1. Confirmação da autoria
Análise de provas materiais:
Exame da faca enterrada (impressões digitais, sangue, DNA)
Vestígios na cena do crime (pegadas, fios de cabelo, objetos pessoais)
Roupas e pertences de Thierry
Confronto com depoimento:
Verificação das contradições relatadas pela polícia
Cruzamento com testemunhos e imagens de câmeras da região
Cenário possível: Thierry é confirmado como autor único, mas com agravantes como premeditação ou crueldade.
2. Investigação de coautoria
Outros suspeitos:
Pessoas que conviviam com Thierry ou estavam na região no dia do crime
Indivíduos com histórico semelhante (andarilhos, usuários de drogas)
Exames periciais em terceiros:
Coleta de DNA e impressões digitais
Interrogatórios e cruzamento de álibis
Cenário possível: Descoberta de cúmplices ou encobridores, ampliando o caso para associação criminosa.
3. Avaliação psicológica e criminal
Laudo psiquiátrico:
Verificação de sanidade mental no momento do crime
Diagnóstico de transtornos ou surtos psicóticos
Histórico de violência:
Assassinato anterior do companheiro
Padrão de comportamento agressivo
Cenário possível: Thierry é considerado inimputável e encaminhado para tratamento psiquiátrico judicial.
4. Desdobramentos jurídicos
Tipificação do crime:
Latrocínio (roubo seguido de morte)
Feminicídio (se houver motivação de gênero)
Homicídio qualificado (por motivo fútil, crueldade ou impossibilidade de defesa)
Julgamento e pena:
Tribunal do Júri
Pena pode ultrapassar 30 anos, dependendo da qualificação
Cenário possível: Caso se torne emblemático, pode gerar comoção pública e pressão por políticas de segurança.
5. Repercussão social e política
Impacto na comunidade de Ilhéus:
Medo, indignação e mobilização por justiça
Aumento da vigilância em áreas turísticas
Debate sobre vulnerabilidade social:
Situação de moradores de rua e dependentes químicos
Falta de políticas públicas de prevenção e acolhimento
Cenário possível: O caso vira símbolo de falhas estruturais e demanda por ações sociais e de segurança.
Aqui está um artigo que demonstra nossa opinião e aprofunda o caso do triplo homicídio em Ilhéus, com reflexões sobre os aspectos sociais, psicológicos e estruturais envolvidos.
Triplo homicídio em Ilhéus: quando a tragédia revela o colapso social

Adauto Jornalismo Policial, 26 de agosto de 2025*
O assassinato brutal de três mulheres na Praia dos Milionários, em Ilhéus, não é apenas um crime bárbaro — é um espelho de um país que falha sistematicamente em proteger os seus cidadãos mais vulneráveis. Thierry Lima da Silva, 23 anos, confessou o crime após ser preso por tráfico de drogas. Disse que agiu sob efeito de entorpecentes e que tudo começou por R$ 30. Mas será que foi só isso?
A narrativa oficial aponta para um latrocínio. Um roubo que terminou em morte. Mas os detalhes revelados até agora — a violência desproporcional, o enterro da arma, a confissão tardia e as contradições no depoimento — sugerem que há mais camadas nessa história. Thierry vivia em situação de rua, era dependente químico e já havia matado o próprio companheiro dias antes. Estamos diante de um indivíduo que não apenas perdeu o vínculo com a sociedade, mas que talvez nunca tenha tido um.
O que esse caso escancara é o fracasso coletivo em lidar com a marginalização. A rua, para muitos, não é uma escolha — é o último degrau de uma escada quebrada. Thierry não é apenas um criminoso; é também produto de um sistema que negligencia saúde mental, abandona os dependentes químicos e trata a pobreza como invisível. Isso não exime sua responsabilidade, mas obriga a sociedade a olhar para si mesma com mais honestidade.
A brutalidade do crime também levanta questões sobre o papel da segurança pública. Como alguém com histórico de violência e tráfico circulava livremente? Por que não havia acompanhamento social ou psicológico? E, sobretudo, como garantir que crimes como esse não se repitam?
A resposta não está apenas em mais policiamento, mas em políticas públicas que enxerguem o ser humano antes do delito. Que acolham antes de punir. Que tratem a dependência química como questão de saúde, e não como caso de polícia. Que ofereçam alternativas reais para quem vive à margem.
Ilhéus chora suas vítimas. E o Brasil deveria chorar junto — não apenas pelas vidas perdidas, mas pelo que elas representam: o grito abafado de uma sociedade que insiste em ignorar seus próprios fantasmas.
Além das três preciosas vidas perdidas, o impacto social do crime na comunidade de Ilhéus e no Brasil, à luz da história e identidade da cidade, choca e por cobra responsabilidades das autoridades constituídas.
Ilhéus em luto: o triplo homicídio que feriu a alma de uma cidade histórica

Adauto Jornalismo Policial, 26 de agosto de 2025*
O triplo homicídio ocorrido na Praia dos Milionários, em Ilhéus, não é apenas um crime bárbaro — é uma ferida aberta no coração de uma cidade que carrega quase cinco séculos de história. A morte de Alexsandra Suzart, Maria Helena Bastos e Mariana Bastos, brutalmente assassinadas por Thierry Lima da Silva, um homem em situação de rua, sob efeito de drogas, escancarou não só a falência da segurança pública, mas também o colapso de políticas sociais e o abandono de comunidades vulneráveis.
Ilhéus: da Capitania Hereditária à cidade ferida
Fundada em 1534 como uma das primeiras capitanias hereditárias do Brasil, Ilhéus foi palco de disputas coloniais, berço da cultura do cacau e cenário das obras de Jorge Amado. A cidade, que já foi símbolo de prosperidade e poder dos coronéis do cacau, hoje se reinventa como destino turístico e polo cultural. Suas praias, casarões históricos e fazendas de cacau atraem visitantes do mundo inteiro.
Mas o crime ocorrido em uma de suas praias mais famosas revela uma contradição dolorosa: a beleza da paisagem não protege contra a violência urbana. A cidade que inspirou romances como Gabriela, Cravo e Canela agora se vê protagonista de uma tragédia real, que mobilizou manifestações públicas, luto coletivo e uma onda de indignação.
O impacto na comunidade
As vítimas não eram apenas moradoras — eram educadoras, mães, vizinhas, mulheres de fé. Atuavam no Centro de Referência à Inclusão de Ilhéus e eram queridas por alunos e famílias. A comoção foi imediata: manifestações tomaram as ruas, a Associação dos Professores decretou luto de três dias, e a Prefeitura reconheceu a importância das vítimas para o desenvolvimento local.
O crime abalou a confiança da população, gerou medo e revolta, e reacendeu o debate sobre o abandono das políticas públicas voltadas à saúde mental, à dependência química e à população em situação de rua. Thierry, o autor confesso, já havia matado o próprio companheiro dias antes. Era usuário de drogas, vivia nas ruas, e tinha histórico de violência. Como alguém com esse perfil circulava livremente em uma cidade turística?
Reflexo de um Brasil desigual
O caso de Ilhéus é um microcosmo do Brasil. Um país onde o abismo social permite que vidas se percam por R$ 30. Onde a dependência química é tratada como caso de polícia, não de saúde. Onde a rua é o último degrau de uma escada quebrada. E onde a violência contra mulheres — especialmente negras, periféricas e educadoras — ainda é banalizada.
O crime também expõe a fragilidade das cidades turísticas, que muitas vezes investem em fachada, mas negligenciam a infraestrutura social. Ilhéus, com sua história rica e potencial econômico, precisa de mais do que belas praias e roteiros de cacau. Precisa de políticas que protejam seus cidadãos, que acolham os vulneráveis e que impeçam que tragédias como essa se repitam.
Que cidade queremos?
Ilhéus já foi símbolo de poder, cultura e resistência. Que esse crime não seja apenas lembrado como uma tragédia, mas como um ponto de virada. Que a memória de Alexsandra, Maria Helena e Mariana inspire uma cidade mais justa, mais segura e mais humana.
Porque Ilhéus não é só cenário de romance — é terra de gente que merece viver sem medo.
* Com suporte de IA Copilot fornecido pelo Microsoft
REFERÊNCIAS:



