Um Pedido Público de Perdão e Arrependimento Pastoral de Lagoinha Alphaville
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @Cristaotambempensa
O pastor Lucinho Barreto, que assumiu recentemente a Lagoinha em Alphaville, junto com toda a equipe pastoral, se colocou diante da igreja em um ato de arrependimento. Eles se prostraram no altar e pediram perdão a Deus e à comunidade por erros cometidos.
Reconheceram que muitos membros se decepcionaram, se entristeceram ou se sentiram ignorados em algum momento, e declararam que jejuaram durante a semana para se preparar espiritualmente para esse momento.
Lucinho afirmou que, além dos erros cometidos naquela igreja, muitos carregam feridas de experiências passadas em outras congregações, e que esse pedido de perdão também se estende a essas dores. Com o coração quebrantado, ele declarou que era necessário fechar um capítulo e iniciar outro, pedindo perdão de forma oficial e pública.
A liderança reconheceu falhas como visitas não realizadas, momentos em que ignoraram membros, má administração de recursos, falta de cuidado com casais, favoritismo entre pessoas, pregações sem foco na Bíblia, ausência de oração constante pelos fiéis, descuido com crianças e jovens, e até a valorização de interesses humanos acima dos interesses do Reino. Confessaram que muitas vezes se preocuparam mais consigo mesmos do que com as ovelhas, e que isso trouxe dor e frustração para muitos.
Em lágrimas, afirmaram que são tão limitados quanto qualquer membro e que também precisam de oração. Declararam que o Senhor os chamou a colocar um ponto final nas feridas e a se arrepender publicamente.
Houve oração conduzida pela pastora Lola, pedindo perdão a Deus por terem se deixado influenciar por mentalidades mundanas, por terem dado mais importância a recursos e influência do que às vidas, e por terem ouvido vozes humanas em vez da voz divina.
O momento foi marcado por confissão, arrependimento e pela reafirmação de que o valor de uma vida é maior do que qualquer interesse humano ou material. A liderança se colocou como servos, reconhecendo suas falhas e pedindo perdão à igreja e ao Senhor, desejando iniciar um novo tempo de cuidado e compromisso espiritual.
Arrependimento e Reconhecimento da Soberania de Cristo
Os pastores continuaram em oração e confissão, pedindo perdão a Deus por todas as vezes em que tiveram medo de se posicionar, medo de enfrentar situações difíceis ou de sofrer exclusão e confronto. Reconheceram que muitas vezes não se colocaram diante daquilo que o Senhor lhes pedia e declararam arrependimento sincero.
Confessaram também que em alguns momentos agiram como se a igreja fosse deles, esquecendo que ela pertence ao Senhor e é a Sua noiva. Pediram perdão por terem usurpado lugares que não lhes pertenciam, por se sentirem donos de pessoas e por não terem exercido compaixão, tornando-se justiceiros em vez de pastores.
Reconheceram que suas palavras, em diversas ocasiões, não trouxeram vida, mas morte, e que muitas vezes se deixaram levar por murmurações e reclamações em vez de compaixão. Pediram perdão primeiramente ao Senhor e também à igreja, reafirmando o amor pela noiva de Cristo.
Declararam que arrependimento não é culpa nem remorso, mas mudança, e suplicaram que Deus os ajudasse a pastorear com amor, a dar direção, a falar mais das coisas do alto do que das próprias, a promover os projetos divinos e não os humanos, e a conduzir pessoas a um lugar de amor por Jesus.
Afirmaram o desejo de ser uma igreja que ama ao Senhor, que O entroniza em todo tempo e que reconhece Seu senhorio. Clamaram para que Cristo tomasse o Seu lugar na casa, reafirmando que não buscavam impressionar pessoas, mas agradar ao céu. Declararam que não faziam aquilo para trazer de volta quem saiu entristecido, mas para servir e cuidar da noiva de Cristo.
Relembraram que quem morreu e verteu sangue pela igreja foi o Cordeiro que ressuscitou, e não qualquer liderança humana. Finalizaram agradecendo a Jesus, entregando arrependimento, contrição sincera e o desejo de cuidar de cada família da casa, reafirmando a unidade do corpo de Cristo.

