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Brasil é um país de analfabetos funcionais que não desenvolveram a interpretação nem a expressão

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: Olavo de Carvalho - O Brasil é um país de analfabetos funcionais?
 — Imagem/Reprodução: Olavo de Carvalho - O Brasil é um país de analfabetos funcionais?

A capacidade de leitura, compreensão e expressão no Brasil. Os dados mais recentes do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) mostram um quadro preocupante.


O que dizem as pesquisas


• 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são considerados analfabetos funcionais: sabem ler palavras e frases simples, mas não conseguem interpretar textos ou aplicar informações no cotidiano.


• Apenas 12% da população está no nível chamado “proficiente”, ou seja, consegue ler, compreender e se expressar plenamente em situações complexas. Esse número é próximo ao que você mencionou (8%), mas os levantamentos mais recentes apontam algo em torno de 12% .


• A maioria da população se encontra em níveis intermediários: conseguem ler textos curtos e realizar operações simples, mas têm dificuldade em lidar com informações mais complexas.


Por que isso acontece?


• Educação básica fragilizada: muitas pessoas concluem a escola sem desenvolver plenamente habilidades de leitura e interpretação.


• Desigualdade social: quem vive em contextos de pobreza tem menos acesso a livros, tecnologia e ambientes de estímulo.


• Pouco incentivo à leitura: o hábito de ler ainda é pouco valorizado em muitos espaços familiares e comunitários.


• Mudança digital: grande parte da comunicação hoje é feita em redes sociais, com textos curtos e fragmentados, o que não estimula a compreensão profunda.


Impactos


• Dificuldade em compreender notícias, contratos, leis e até bulas de remédio.


• Barreiras para o desenvolvimento profissional e para a participação cidadã.


• Vulnerabilidade maior à desinformação e fake news.


Caminhos possíveis


• Fortalecer a educação básica com foco em leitura crítica e interpretação.


• Estimular o hábito da leitura desde a infância, em casa e na escola.


• Programas de alfabetização de adultos que não apenas ensinem a ler, mas também a interpretar e se expressar

• Uso da tecnologia para criar ambientes de aprendizado mais acessíveis e interativos.


Apenas uma pequena parcela da população brasileira consegue ler, compreender e se expressar plenamente em situações complexas. Isso não significa incapacidade, mas sim uma lacuna educacional e social que precisa ser enfrentada.


Aqui está uma tabela comparativa dos níveis de alfabetismo funcional no Brasil, baseada nos levantamentos do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf).

Elaborado com IA

Nesse gráfico de barras, cada nível aparece com sua proporção aproximada. Fica claro que a maioria da população está nos níveis básico e rudimentar, enquanto apenas cerca de 12% alcança o nível proficiente.


É realmente chocante quando vemos os números do Inaf colocados lado a lado: apenas uma pequena parcela da população brasileira consegue atingir o nível proficiente, enquanto a maioria permanece em níveis básicos ou rudimentares.


Isso não significa que “as pessoas são incapazes”, mas sim que existe uma lacuna estrutural enorme na educação, no acesso à leitura e na valorização da interpretação crítica.


O impacto disso é profundo: limita oportunidades profissionais, dificulta a participação cidadã e aumenta a vulnerabilidade à desinformação.


O dado mais duro é que menos de 15% da população consegue ler, compreender e se expressar plenamente em situações complexas. Esse número explica muito sobre os desafios sociais e políticos que enfrentamos.



 
 
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