O Colosso de Aço e a Sombra da Liberdade no oriente Médio
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 1 dia
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter @verticemilitar
No oceano, onde o horizonte se funde com o céu, surge uma silhueta de aço: 97.000 toneladas de diplomacia e poder de fogo. Este é o SS Abraham Lincoln, o CVN-72, um colosso flutuante que responde ao chamado da nação.
No ano de 2026, uma ordem presidencial ecoa pelos corredores do poder, desencadeando uma das mais críticas mobilizações navais da era moderna. A missão: garantir a estabilidade em uma das regiões mais voláteis do mundo. A bandeira americana tremula com firmeza, símbolo de determinação em meio às águas turbulentas que se avizinham.
A tensão geopolítica atinge um ponto de ebulição. O estreito de Ormus, artéria vital para o comércio global, torna-se o epicentro da crise. A liberdade de navegação está em jogo. Em resposta, o grupo de ataque de porta-aviões 12, o CSG12, é ativado, liderado pelo Abraham Lincoln. Um escudo impenetrável se forma.
Destroyers da classe Arleigh Burke e cruzadores da classe Ticonderoga assumem posições de escolta, seus sistemas de radar varrendo o mar e o céu. Mapas táticos ganham vida, mostrando uma coreografia precisa de força naval, onde cada movimento é calculado para projetar poder e dissuadir qualquer agressão. A mensagem é clara: o acesso a esta via marítima não será negociado.
A superfície do convés vibra com rugidos ensurdecedores. Caças F/A-18 Super Hornet e furtivos F-35C Lightning II são lançados ao céu. A catapulta a vapor dispara, impulsionando máquinas de guerra a mais de 260 km/h em menos de três segundos.
Em terra, as equipes de convés, identificadas por suas camisas coloridas, trabalham em uma sinfonia perigosa e perfeitamente sincronizada: os amarelos guiam as aeronaves, os verdes cuidam da manutenção, os vermelhos armam os caças e os roxos abastecem.
Cada decolagem é uma demonstração de força; cada pouso, um feito de precisão milimétrica, com o gancho de cauda buscando o cabo de retenção em um piscar de olhos. O ar vibra com o som dos motores a jato, testemunho constante da prontidão de combate do porta-aviões.
Nas entranhas do gigante de aço pulsa um coração nuclear. Duas usinas de reatores geram energia quase ilimitada, permitindo que o Abraham Lincoln opere por mais de vinte anos sem reabastecer. Esta maravilha da engenharia naval alimenta todos os sistemas, das catapultas no convés aos sensores mais sofisticados.
No centro de informações de combate, o cérebro tático do navio, a escuridão é quebrada pelo brilho de dezenas de telas. Analistas e oficiais monitoram ameaças potenciais em tempo real, processando uma quantidade massiva de dados para manter consciência situacional completa. É aqui, neste centro nervoso tecnológico, que decisões capazes de alterar o curso da história são tomadas.
O pôr do sol pinta o céu com tons de laranja e roxo, mas a vigília do Abraham Lincoln nunca cessa. Navegando silenciosamente pelas águas internacionais, sua presença é uma mensagem poderosa de dissuasão global e soberania naval.
Mais do que um navio de guerra, ele é um símbolo da capacidade americana de projetar poder e proteger seus interesses em qualquer lugar do planeta.
A proa corta as ondas com determinação inabalável, deixando um rastro de espuma branca, uma promessa flutuante de que, onde quer que a liberdade esteja ameaçada, a sombra do gigante de aço estará lá para defendê-la.


