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EUA PRESSIONAM LULA COM FORÇA TOTAL CONTRA FACÇÕES

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 29 de out. de 2025
  • 6 min de leitura
— Imagem/Reprodução: Comando Vermelho — uma das maiores facções criminosas do Brasil — reacendeu o debate internacional sobre o combate ao crime organizado no país.

Adauto Jornalismo Policial* with AI Copilot support provided by Microsoft e canal @canalmilitarizandoomundo


Trump cobra Lula e facções estão na mira dos Estados Unidos. A megaoperação policial realizada na terça-feira nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, contra-o-Comando-Vermelho — uma das maiores facções criminosas do Brasil — reacendeu o debate internacional sobre o combate ao crime organizado no país. Batizada de Operação Contenção, a ação mobilizou cerca de dois mil e quinhentos agentes das polícias Civil e Militar, resultando na prisão de mais de oitenta pessoas, na apreensão de mais de setenta fuzis, duzentos quilos de drogas e outros equipamentos.


O episódio expôs não apenas a violência urbana no Brasil, mas também intensificou a pressão do governo dos Estados Unidos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que classifique facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. A operação, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, superou até o massacre no Jacarezinho ocorrido em dois mil e vinte e um. Ela aconteceu em meio à expansão territorial do Comando Vermelho, que domina vastas áreas na capital fluminense e em outros estados. Moradores relataram cenas de horror. Mais de sessenta corpos foram recuperados em matas da Serra da Misericórdia e levados para a Praça São Lucas.


O governo estadual, liderado por Cláudio Castro, classificou a ação como um sucesso contra narcoterroristas, mas críticos apontam para violações de direitos humanos, com relatos de execuções sumárias e policiais agindo com ódio. O Instituto Médico Legal do Rio foi fechado exclusivamente para atender à demanda, e o Ministério Público Federal exigiu explicações urgentes do governador.


Enquanto o Brasil lida com consequências internas como fechamento de escolas, paralisação do transporte e uma zona de guerra na região, os Estados Unidos veem no episódio uma oportunidade para reforçar sua agenda antiterrorismo na América Latina. Sob a administração de Donald Trump, os Estados Unidos já pressionavam o Brasil desde maio de dois mil e vinte e cinco, quando uma delegação liderada por David Gamell, chefe interino de sanções do Departamento de Estado, visitou Brasília para propor a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.


A proposta foi rejeitada pelo governo Lula, que argumenta que as facções não atendem aos critérios da lei antiterrorismo brasileira, pois suas ações são motivadas por lucro, não por ideologia política ou religiosa. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reiterou que equiparar crime organizado a terrorismo poderia isolar o Brasil financeiramente no cenário global, tornando o país um pária em negociações internacionais.


A pressão dos Estados Unidos ganhou novo fôlego após a operação no Rio. Fontes diplomáticas indicam que os americanos, já muito próximos do Brasil por meio de cooperações em inteligência e presença consular, monitoram de perto a expansão dessas facções para território norte-americano. O FBI identificou atividades do PCC e do Comando Vermelho em pelo menos doze estados dos Estados Unidos, incluindo Nova York, Flórida e Nova Jersey, onde utilizam imigrantes brasileiros para lavar dinheiro do tráfico.


Essa proximidade geográfica e operacional tem levado os Estados Unidos a adotar medidas drásticas contra narcoterroristas em países vizinhos ao Brasil, elevando o alerta no Palácio do Planalto. Recentemente, os Estados Unidos intensificaram ataques militares contra alvos na Venezuela, classificada por Trump como um narcoestado sob o regime de Nicolás Maduro. Em outubro de dois mil e vinte e cinco, os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos e navais contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico Oriental, próximas à costa venezuelana.


Em três de outubro, um ataque matou quatro pessoas em uma embarcação alegadamente envolvida no narcotráfico. Em quatorze de outubro, outro ataque eliminou seis indivíduos em um barco similar. Mais recentemente, em vinte e oito de outubro, os Estados Unidos anunciaram ataques contra quatro embarcações no Pacífico Oriental, matando quatorze supostos terroristas. O secretário de guerra, Pete Heget, confirmou as ações em postagens na rede X, afirmando que visam interromper o fluxo de drogas para os Estados Unidos.


Essas operações deixaram o presidente Lula em alerta vermelho, segundo fontes próximas ao governo, pois representam uma escalada na doutrina Trump de tratar cartéis como terroristas, com precedentes para intervenções unilaterais. A Colômbia, outro vizinho estratégico, também começa a entrar na mira dos Estados Unidos. Embora não haja ataques confirmados em território colombiano até o momento, a administração Trump tem considerado planos para atacar instalações de produção de cocaína na Venezuela e potencialmente estender operações para rotas de tráfico que envolvem a Colômbia.


Relatórios indicam que os Estados Unidos veem o país como um elo fraco na cadeia do narcotráfico, especialmente após a normalização de relações com grupos guerrilheiros sob o governo de Gustavo Petro, o que poderia justificar ações sob o pretexto de combate ao narcoterrorismo. Analistas alertam que essa estratégia é mais espetáculo do que tática sustentável, mas estabelece um precedente perigoso para a região.


No caso do Brasil, a situação se complica com o fato de que, cerca de oito meses atrás, em fevereiro de dois mil e vinte e cinco, o governo fluminense entregou ao consulado dos Estados Unidos, no Rio, um relatório detalhado elaborado pela inteligência da Secretaria de Segurança Pública. O documento classifica o Comando Vermelho como uma organização terrorista, destacando sua expansão para os Estados Unidos e atos de violência no Brasil como bloqueios de vias e ataques a civis. O objetivo era ampliar a cooperação bilateral e buscar sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos Estados Unidos contra líderes das facções.


Essa iniciativa, alinhada à visão de Trump, contrasta com a posição federal e aumenta a percepção de que o governo brasileiro é fraco no combate às facções, o que poderia pavimentar o caminho para uma intervenção mais direta dos Estados Unidos. Especialistas em relações internacionais, como o professor de Harvard identificado como John D, argumentam que se o Brasil não intensificar as pressões internas com operações federais integradas e políticas sociais para desarticular o controle de vastas áreas por essas facções, os Estados Unidos certamente considerarão intervenções militares.


Os americanos já normalizaram ataques contra narcoterroristas no mar, e o próximo passo poderia ser ações em solo latino-americano, especialmente se o Brasil for visto como um santuário para esses grupos. A rejeição de pedidos de apoio federal, como vagas em presídios federais ou ativação da Garantia da Lei e da Ordem por parte de Castro, reforça essa narrativa de fragilidade.


Além disso, há uma crítica crescente à postura do governo federal. Enquanto é aparentemente difícil criticar traficantes com discursos que enfatizam o contexto social do crime sem condenações explícitas, há pouca empatia demonstrada quando policiais morrem em confronto. Na operação do Rio, quatro agentes foram mortos, incluindo dois do Batalhão de Operações Especiais. Mas o foco oficial tem sido em investigar abusos policiais, o que opositores, como os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, usam para acusar Lula de proteger bandidos.


Com os Estados Unidos afundando embarcações venezuelanas e expandindo sua guerra contra o narcoterrorismo, o Brasil se encontra em uma encruzilhada diplomática. Lula deve se reunir com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, ainda nesta quarta-feira, vinte e nove de outubro, para discutir a crise no Rio e possíveis respostas federais. Enquanto isso, a comunidade internacional observa: uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil seria um terremoto geopolítico, violando tratados como o da ONU e o de Assunção, do Mercosul.


Mas a escalada na região sugere que Trump não hesitará em priorizar a segurança nacional americana. O futuro do combate ao crime organizado no Brasil pode depender de quão firmemente o governo Lula resiste ou cede a essas pressões externas.


REFERÊNCIAS:

                 


@viesmilitar

@jovempannews

                 

 
 
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