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GLOBAL WAR — TRUMP ABRE BASE E DÁ RECADO MILITAR A LULA! MADURO PERDE MAIS OUTRO NAVIO

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 21 de set. de 2025
  • 5 min de leitura

No coração do Caribe, uma região historicamente marcada por disputas comerciais e migrações forçadas, o equilíbrio precário de poder começou a ruir de forma irreversível no início de setembro de 2025.


O que era uma operação rotineira de combate ao narcotráfico sob o comando do presidente Donald Trump transformou-se em um confronto aberto após a chegada surpresa do secretário de defesa dos Estados Unidos, Pete Heget, agora rebatizado por críticos como secretário de guerra em alusão à retórica belicista da administração.


 Reprodução/Vídeo: Menos de duas semanas depois, os Estados Unidos afundaram a terceira embarcação ligada à Venezuela.

Adauto Jornalismo Policial* com informações do @canalmilitarizandoomundo


No coração do Caribe, uma região historicamente marcada por disputas comerciais e migrações forçadas, o equilíbrio precário de poder começou a ruir de forma irreversível no início de setembro de 2025.


O que era uma operação rotineira de combate ao narcotráfico sob o comando do presidente Donald Trump transformou-se em um confronto aberto após a chegada surpresa do secretário de defesa dos Estados Unidos, Pete Heget, agora rebatizado por críticos como secretário de guerra em alusão à retórica belicista da administração.


Sua visita a Porto Rico e às forças navais americanas no Mar do Caribe, nos dias 8 e 9 de setembro, não foi mero protocolo. Representou um ponto de inflexão que multiplicou os ataques contra embarcações venezuelanas e intensificou a presença militar dos EUA na área.


Menos de duas semanas depois, os Estados Unidos afundaram a terceira embarcação ligada à Venezuela, elevando as tensões a um nível que evoca os fantasmas da Guerra Fria na América Latina.


Heget, veterano de combates no Iraque e Afeganistão, ascendeu ao Pentágono graças à proximidade com Trump. Desembarcou em Ceiba, no leste de Porto Rico, acompanhado pelo general Dan Kane, chefe do Estado-Maior Conjunto. De um ponto militar, foi transferido diretamente para o convés do navio de assalto anfíbio USS Odima, ancorado a poucas milhas da costa, onde milhares de fuzileiros navais e marinheiros aguardavam.


Em um discurso transmitido ao vivo para as tropas, Heget dispensou eufemismos: “Isso não é treinamento. Vocês estão na linha de frente da luta contra o narcoterrorismo e à beira de algo muito maior.” Suas palavras soaram como um ultimato, ecoando as promessas de Trump de esmagar os cartéis que envenenam a América.


A bordo do Odima, cercado por destroyers Arleburg e submarinos nucleares, o secretário inspecionou drones MK9 Reaper e aviões Poseidon, enfatizando que a missão ia além de interdições — era uma preparação para a guerra contra quem apoia o veneno.


A mudança de tom foi imediata e palpável. Antes da visita, as operações se limitavam à vigilância e interdições esporádicas, com dois ataques registrados em agosto, um em 2 de setembro, que afundou uma lancha rápida com 11 supostos traficantes a bordo, e outro em 15 de setembro, matando três homens em um barco alegadamente transportando fentanil.


Mas após Heget zarpar de volta ao continente, o ritmo acelerou. Em 19 de setembro, Trump anunciou pessoalmente, via Truth Social, o terceiro afundamento — uma embarcação ligada a uma organização terrorista designada, operando na zona de responsabilidade do Comando Sul (Southcom), que abrange o Caribe e a América do Sul.


“Por minhas ordens, o secretário de guerra autorizou um ataque cinético letal”, escreveu o presidente, alegando que o barco seguia uma rota conhecida de narcotráfico a caminho de envenenar americanos. Três tripulantes morreram, e vídeos divulgados pelo Pentágono mostram explosões em alto-mar, sem evidências públicas de carga ilícita — um padrão que Caracas classifica como fabricação midiática.


Essa escalada não se restringiu aos ataques. Os Estados Unidos dobraram a aposta na presença regional. Mais de quatro mil marines e marinheiros foram mobilizados para águas caribenhas, com dez caças F-35B do 225º esquadrão de ataque realocados para a pista da antiga base naval de Roosevelt Roads, em Ceiba.


Construída em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial como uma fortaleza contra submarinos alemães, Roosevelt Roads ocupa 35 km² na costa leste de Porto Rico. Com uma pista de mais de três quilômetros, porto de águas profundas, 160 km de estradas pavimentadas, hospitais, escolas e milhares de moradias paramilitares, foi uma das maiores instalações navais do mundo até seu fechamento em 2004 por cortes orçamentários pós-Guerra Fria.


Tentativas de reconversão para turismo fracassaram, deixando o complexo em abandono por duas décadas, exceto por usos pontuais, como a distribuição de ajuda após o furacão Maria em 2017. Agora, sob o pretexto de prontidão contra cartéis, a base voltou à vida. Na semana passada, os F-35 aterrissaram na infraestrutura compartilhada com o aeroporto regional José Aponte de la Torre, marcando a reativação informal do sítio.


A governadora de Porto Rico, Jennifer Gonzales, endossou a medida durante a visita de Heget, declarando que seu governo está comprometido nessa luta contra o tráfico de drogas. Mas para setores locais avessos à militarização da ilha, o retorno evoca memórias amargas.


O fechamento de 2004 custou empregos e estimulou protestos independentistas.

Documentos da Marinha americana revelam que a base agora abriga não só aviões de combate, mas também helicópteros Osprey e sistemas de radar avançados capazes de monitorar até 690 km ao sul — exatamente à distância da ilha venezuelana de La Orchila, onde Caracas realiza manobras navais.


O cerne dessa ofensiva reside no combate aos cartéis de drogas que, segundo Washington, operam com o beneplácito do regime de Nicolás Maduro. O alvo principal é o Tren de Aragua, uma rede criminosa originária das prisões de Aragua, que se expandiu para o Caribe e os Estados Unidos. Designado como organização terrorista em fevereiro de 2025, o grupo é acusado de traficar fentanil, responsável por mais de cem mil overdoses anuais nos Estados Unidos.


O grupo usa rotas marítimas sul-caribenhas para despachar cocaína e sintéticos da Colômbia via Venezuela para Trinidad e Tobago, de onde seguem para a Flórida. Inteligência americana estima que 74% da cocaína apreendida no Pacífico vem de laboratórios andinos. Mas o Caribe representa uma rota crescente, com o Cartel dos Sóis — suposta facção militar chavista — lavando bilhões em narcodólares para financiar a ditadura de Maduro.


Heget, em seu discurso no Odima, prometeu: “Os narcoterroristas enfrentarão o mesmo destino: o fundo do mar.” O Pentágono relata uma redução de 50% no tráfego marítimo de drogas na região sul do Caribe desde agosto. Mas especialistas questionam a legalidade. Sob o direito internacional, o tráfico não justifica ataques armados sem ameaça iminente, e exige prisões em vez de execuções sumárias.


A onda de confrontos reverbera além das águas azul-turquesa do Caribe. Em 19 de setembro, o chanceler venezuelano Ivanil formalizou um apelo ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo o fim das ações militares americanas e classificando-as como guerra não declarada.


Maduro, em resposta, mobilizou 4,5 milhões de milicianos e conduziu os exercícios “Caribe Soberano” em La Orchila, com doze navios, vinte e dois aviões — incluindo Su-30 armados com mísseis antinavio — e drones iranianos.


“Os Estados Unidos travam uma guerra não declarada”, disse o ministro da Defesa de Caracas, evocando temores de uma invasão iminente. Aliados como os movimentos da ALBA clamam por articulação anti-imperialista, enquanto Rússia e China observam, vendo na crise uma brecha para contrabalançar a influência yankee.




* With AI Copilot support provided by Microsoft


  

REFERÊNCIAS:

@jovempannews

                 


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