Impasse entre Estados Unidos e Irã aumenta risco de ataque e mobilização militar no Oriente Médio
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Sejam todos muito bem-vindos a mais um vídeo aqui no canal Águias de Aço. E com as negociações entre Estados Unidos e Irã chegando a um impasse, uma grande movimentação de aeronaves, deixando bases que podem ser atacadas e alertas sérios para que cidadãos dos Estados Unidos deixem Israel e a região imediatamente.
Um ataque dos Estados Unidos parece cada vez mais deixar de ser uma questão de si e passa a ser uma questão de quando. Como a gente viu aqui no canal, há alguns dias havia uma enorme concentração de aviões reabastecedores na base aérea de Al Udade no Qatar.
Mas novas imagens de satélite mostram que esses aviões, que seriam essenciais em uma grande operação militar, agora não estão mais nessa base, que seria um dos prováveis alvos em ataques retaliatórios do Irã. E agora na base há somente aviões de transporte C130 e C17, o que é consistente com operações de transporte de equipamentos e evacuação de pessoal.
E esses aviões reabastecedores foram redistribuídos pela Europa e até em Israel, onde passageiros de aviões comerciais têm fotografado uma grande concentração dessas aeronaves no aeroporto de Bengurion.
Imagens de satélite também mostram uma grande concentração de aviões reabastecedores em uma base na Arábia Saudita, mas que, apesar de estar mais distante do Irã em relação ao Qatar, ainda assim está relativamente perto, a cerca de oitocentos quilômetros de áreas onde imagina-se que podem ser lançados mísseis balísticos iranianos.
Enquanto isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos fez um sério comunicado, instando os cidadãos norte-americanos a, abre aspas, considerar deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis, fecha aspas.
Já o embaixador dos Estados Unidos em Israel enviou uma mensagem aos funcionários não essenciais da embaixada no país, dizendo que aqueles que desejassem sair deveriam fazê-lo hoje, incentivando-os a reservar voos para si mesmos e suas famílias para qualquer lugar que fosse possível de onde eles possam continuar a viagem para os Estados Unidos.
E um detalhe é que algo parecido ocorreu dias antes daquela operação martelo da meia-noite nos ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares do Irã em junho do ano passado, apesar de a prontidão militar dos Estados Unidos agora ser muito maior.
E isso tudo ocorre após o término de mais uma rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o futuro do programa nuclear iraniano, que aconteceram em Genebra, mas que não chegaram a uma conclusão.
Há vários pontos de discórdia entre os dois países, com o Irã se recusando a ceder algumas exigências dos Estados Unidos, como a de que o Irã deve entregar todo seu estoque de urânio enriquecido e também destruir as suas instalações nucleares.
Em uma declaração feita hoje, Trump afirmou que, embora não deseje usar a força, tais medidas às vezes são necessárias. E ele afirma ainda que não tomou uma decisão sobre a questão do Irã, mas disse não estar satisfeito com as negociações.
A movimentação militar de ativos dos Estados Unidos segue intensa e mais caças F22, F15 e F35 chegaram à região com os caças F22 baseados em Israel. O porta-aviões Gerald Ford, juntamente com o seu grupo de ataque, deve chegar próximo à costa de Israel já nas próximas horas, enquanto que o porta-aviões Abraham Lincoln já está navegando em águas ao sul do Irã.
E essa força naval no Oriente Médio e no Mediterrâneo Oriental é a maior na região, desde que cinco grupos de ataque de porta-aviões se reuniram no início da operação Liberdade do Iraque em dois mil e três.
Bom, pessoal, a gente segue de olho nessa situação em torno do Irã e de um possível ataque dos Estados Unidos. E os fatos mais relevantes de atualizações você acompanha aqui no canal Águias de Aço. Um forte abraço a todos e até a próxima.

