TSE suspende divulgação de pesquisa que mostrava Flávio Bolsonaro à frente e beneficia Lula
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Olha só que surpresa: uma pesquisa eleitoral mostrando Flávio Bolsonaro à frente de Lula em um eventual segundo turno foi divulgada sem o registro obrigatório no TSE. Resultado?
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, correu para suspender a divulgação. Afinal, nada mais perigoso para a democracia do que uma pesquisa sem carimbo oficial.
A consultoria mexicana Áltica Research entrevistou 1.200 pessoas, entre 23 e 25 de janeiro, e concluiu que Flávio teria 48% das intenções de voto contra 46% de Lula. Mas como esquecer o detalhe mais importante: não estava registrada no sistema do TSE. E se não está registrada, claro, não existe.
O deputado Lindbergh Farias, sempre atento, aproveitou o recesso forense para apresentar a representação. Porque, convenhamos, se há algo que não pode esperar é impedir que uma pesquisa “não autorizada” circule na internet.
A empresa, que jurava estar apenas fazendo parte de um projeto latino-americano de opinião pública, teve que retirar tudo das redes sociais. Afinal, nada mais democrático do que garantir que só pesquisas devidamente protocoladas possam chegar ao público.
Segundo a ministra, a ausência de registro representa “risco à formação da opinião pública”. Porque, obviamente, o eleitor brasileiro só consegue pensar por conta própria quando há um número de protocolo validando a pesquisa.
No fim das contas, a legislação eleitoral é clara: sem registro cinco dias antes, não há divulgação. Ou seja, não importa se os números existem, se foram coletados, se refletem alguma realidade. O que importa é o carimbo. Sem ele, a pesquisa vira pó.



