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CRIMES POLICIAIS — PM esteve em casa ligada a quadrilha que matou ex-delegado

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 19 de set. de 2025
  • 5 min de leitura

Atualizado: 22 de set. de 2025

O policial militar que ficou hospedado na casa de Praia Grande, litoral de São Paulo, que a polícia suspeita ter sido utilizada pelos assassinos do ex-delegado Ruy Fontes, prestou depoimento na tarde desta sexta-feira (19) e foi liberado.


 — Imagens/Reprodução: PM esteve em casa ligada a quadrilha que matou ex-delegado, mas não é suspeito, diz polícia.
— Imagens/Reprodução: PM esteve em casa ligada a quadrilha que matou ex-delegado, mas não é suspeito, diz polícia.

Adauto Jornalismo Policial*


Equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar (PM) fizeram buscas no litoral de São Paulo após encontrarem impressões digitais do PM e do irmão dele na casa.


Em depoimento, o PM confirmou aos investigadores que esteve em um imóvel em Praia Grande, no litoral de São Paulo, usado pela quadrilha. A casa pertence ao irmão dele, e a visita aconteceu em meados de maio — o que, segundo a polícia, explica a presença de suas impressões digitais no local.

No local, a perícia identificou ao menos 41 materiais genéticos, entre eles, o do policial e do irmão dele.


Os investigadores também verificaram que o carro do PM estava em Mauá, na Grande São Paulo, no dia da emboscada, o que descartou, por ora, a participação dele no crime. Nenhum objeto do policial foi apreendido.


Ruy foi executado na noite de segunda-feira (15), após cumprir expediente na prefeitura e ser surpreendido por criminosos. Até o momento, Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, envolvido na logística da execução e Dahesly Oliveira Pires foram presos.


Outros três homens foram identificados e estão foragidos: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda.


Conforme apurado pela TV Globo, o policial e o irmão dele não são apontados como participantes do crime até o momento, mas deverão dar explicações sobre o aluguel do imóvel: para quem alugaram, por quanto tempo e se estiveram com os criminosos.


Casa usada pela quadrilha


A Polícia Civil realizou perícia em uma casa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, de onde teria saído um fuzil que pode ter sido usado na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. O imóvel fica a aproximadamente 8 km da prefeitura e teria sido utilizado como base dos criminosos.


A polícia chegou até a casa, na Rua Campos de Jordão, no bairro Jardim Imperador, após o depoimento de Dahesly. Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher saiu de Diadema, no ABC Paulista, para buscar um dos fuzis usados no assassinato de Ruy no imóvel. A ordem teria sido dada por Luiz Antonio. Os fuzis não foram localizados.


Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o imóvel tem a fachada totalmente fechada, mas conta com piscina e churrasqueira, e teria sido usada pela quadrilha por alguns dias, provavelmente para o planejamento do crime. A residência fica em uma região tranquila da cidade, onde há muitas casas de temporada. O bairro é um dos últimos antes do limite de Praia Grande com Mongaguá.


A perícia, realizada pela polícia, identificou ao menos 41 impressões digitais que devem ajudar nas investigações. Segundo apurado pela TV Tribuna, há uma senha de acesso ao interior do imóvel, que teria sido entregue à Dahesly para entrar na residência.

Suspeitos


A Segurança Pública de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (18) as fotos e os nomes de quatro suspeitos de participar da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Veja quem são os suspeitos:


  • Felipe Avelino da Silva (foragido), conhecido no PCC como Mascherano, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime;

  • Flávio Henrique Ferreira de Souza (foragido), de 24 anos, também teve o DNA encontrado em um dos carros;

  • Luis Antonio Rodrigues de Miranda (foragido) é procurado por suspeita de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime;

  • Dahesly Oliveira Pires (presa) foi presa nesta quinta por suspeita de ser a mulher que foi buscar o fuzil na Baixada Santista;

  • Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido "Azul" ou "Colorido", é apontado como um dos chefes do PCC na Baixada Santista. A polícia apura se ele está vinculado ao crime;


Execução


O assassinato de Ruy Ferraz Fontes ocorreu momentos após ele cumprir expediente na Prefeitura de Praia Grande. Ele estava aposentado da Polícia Civil.

Outras câmeras flagraram o momento em que três criminosos portando fuzis desembarcam de uma caminhonete que estava logo atrás do carro de Ruy Ferraz e atiram contra o ex-delegado (veja abaixo).


Quem era Ruy Ferraz Fontes


Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o PCC. Comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc), além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).


Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Fontes teve passagens por delegacias especializadas como o DHPP, o Denarc e o Deic.


Foi justamente no Deic, no início dos anos 2000, como chefe da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos, que ele iniciou investigações sobre o PCC, sendo responsável por prender lideranças da facção e mapear sua estrutura criminosa.


Sua atuação foi decisiva durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC promoveu uma série de ações violentas contra forças de segurança em São Paulo.


Entre 2019 e 2022, comandou a Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Nesse período, liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias.


Ruy Fontes participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá, e também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal.


Ele estava aposentado da Polícia Civil. Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até agora, quando foi assassinado.





* With AI Copilot support provided by Microsoft


 

REFERÊNCIAS:

                 


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